Dimensões cognitivas expressadas por professoras durante uma aula investigativa de Química

Rafael Pasini Rovay, Solange Wagner Locatelli

Resumo


Abordagens que repensam as aulas tradicionais em Ciências são importantes na construção do conhecimento e aprendizagem dos alunos. Essa pesquisa se insere num contexto acerca de um curso de extensão realizado na Universidade Federal do ABC, com a participação de 14 professores da educação básica, sendo a maioria da rede pública e em formação continuada. O objetivo principal era investigar se uma aula investigativa poderia propiciar a manifestação de dimensões cognitivas. Os resultados indicaram que a atividade investigativa possibilitou a mobilização de diversas dimensões cognitivas (88% dos turnos de falas). Embora dimensões cognitivas de alta e baixa ordem foram observadas, a última teve maior prevalência. Pode-se também concluir que aulas em diferentes perspectivas são importantes, uma vez que mobilizam algumas dimensões cognitivas diferentes, o que indicaria a aula investigativa dentro das diversas estratégias a serem utilizadas e não a única. Finalmente, na aula investigativa observada, houve o aparecimento de muitos turnos da categoria hipótese, o que é altamente desejável no ensino de Ciências, uma vez que pode favorecer o rompimento de uma visão dogmática da mesma e ainda, possibilitando a reconstrução de ideias.

Palavras-chave


Aula investigativa; dimensões cognitivas; ensino de Ciências; ensino de Química; formação continuada.

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DOI: http://dx.doi.org/10.15536/thema.V16.2019.653-662.1369

Revista Thema

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Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense (IFSul).
Pelotas/RS - Brasil. 


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