Reflexões e perspectivas sobre a inclusão e exclusão da disciplina de Filosofia no currículo escolar

Sandra Aparecida Batista, Marcia Aparecida Honorio Pinafo, Maria Oleigna Fazolin Torquato

Resumo


este artigo por meio de pesquisa bibliográfica de abordagem qualitativa tece algumas reflexões acerca da problemática da inclusão e exclusão da disciplina de Filosofia no currículo escolar. O ensino da filosofia no Brasil tem suas origens no período colonial, perpassando pela ditadura militar, quando a mesma foi extinta das grades curriculares, pelo período da redemocratização, onde se deu a re-inclusão da disciplina como optativa e posteriormente como obrigatória, bem como da reforma do ensino médio, via Medida Provisória (MP) nº. 746/2016, que trata da exclusão da disciplina no currículo escolar.  Neste sentido, há um entendimento de que este processo se dá por influencia das relações de poder embutidas no currículo, visto que o mesmo não é um elemento, simples programa ou quadro de conteúdos, mas, sobretudo um instrumento permeado por lutas e disputas hegemônicas que reflete o interesse da ideologia dominante, bem como da importância da disciplina na formação do pensamento reflexivo, autônomo, crítico e emancipatório. Como resultado evidenciou-se que a inclusão e exclusão da disciplina ocorrem por influencia das relações de poder embutidas no currículo escolar, de modo a atender interesses ideológicos e hegemônicos, independente das contribuições sociais e humanas da disciplina.


Palavras-chave


Ensino de Filosofia; Currículo Escolar; Relações de Poder; Inclusão e Exclusão.

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DOI: http://dx.doi.org/10.15536/thema.14.2017.102-109.476

Revista Thema.

Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia Sul-rio-grandense. Pelotas, RS, Brasil. 


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